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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Movimento liderado pelo Poeta Evangélico Noélio Duarte deseja resgatar poesias

Resgatar a poesia evangélica. Este é o sonho de muitos que apreciam a arte que, entre as décadas de 60 e 80, fazia parte da liturgia dos cultos. Quem conheceu aquela época sabe que o momento era ansiosamente aguardado pelos poetas e pelo público evangélico - fã incondicional da poesia. Essas mesmas pessoas referem-se à falta de espaço em igrejas e de incentivo das editoras nos dias atuais.

O escritor e professor Noélio Duarte, que é membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil, tem se empenhado em trazer de volta a poesia evangélica que, para ele, ficou num compasso de espera muito grande ao longo desses anos. "No passado, tivemos uma grande vertente através de nomes como Myrtes Mathias e Gióia Junior, poetas já falecidos. Depois dessas perdas, ficamos quase dez anos sem nenhum lançamento evangélico nessa área. Por isso, as editoras entenderam que a poesia não era literatura vendável", afirma.

Um dos fatores que contribuíram para que a poesia perdesse espaço entre os evangélicos foi o baixo índice de leitura. No final de 1997, diante desse quadro, Noélio entendeu que alguma coisa precisava ser feita: "Comecei um movimento e reuni poetas evangélicos. Entrei em contato com eles e recebi muitos textos", diz, ressaltando que, ao longo desses anos, já produziu 21 livros, dos quais 12 são poesias evangélicas.

Poucos sabem, mas existe um movimento chamado Associação Profissional dos Poetas do Rio de Janeiro que, de acordo com seu presidente, Sérgio Jerônimo, muito tem contribuído para a difusão da poesia. Pensando em criar a Associação Profissional dos Poetas Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (APPEERJ), um movimento similar à APPERJ, mas voltado aos poetas evangélicos, Noélio tem deflagrado uma iniciativa em função desse sonho. Segundo ele, a proposta pode contribuir, e muito, para o fortalecimento da poesia evangélica. "Dentro da literatura cristã, a poesia representa 0,5% daquilo que se é produzido. Mas a poesia evangélica existe, é bonita e tem tudo para decolar". Nomes Inesquecíveis da Poesia Evangélica

Quem foi contemporâneo de Gióia Junior sabe que este é um nome inesquecível. Pastor batista, foi também jornalista, político, professor universitário e poeta. Conseguia, como poucos, o equilíbrio em suas poesias, tornando-as acessíveis ao grande público. Pouco antes de sua morte, em 1996, escreveu seu maior sucesso, Orações do Cotidiano.

Outro nome que desperta elogios é o de Myrtes Mathias. Para ela, ser poetisa era um dom de Deus, por isso sempre afirmava: "O dom deve ser utilizado para a glória de Deus". Muitos trabalhos da "poetisa dos batistas brasileiros" eram escritos com o tema missões. Esse amor por missões era grande e a levou a atuar em Tocantínia (TO), como missionária. Por problemas de saúde, não pôde permanecer no campo, mas através de seus poemas continuou envolvida. Myrtes faleceu em cinco de julho de 1996, e sua última poesia - "Todos precisam saber" - inspirou a letra do hino oficial da Campanha Missionária daquele ano.




Fonte: http://www.elnet.com.br/canais_interna.php?materia=2905

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Onde estão as poesias?

Vejam esse artigo publicado no site jornalpalavra.com.br em ano 9 n. 102 ano 2004,que relata a ausência de poesias nos cultos evangélicos na atualidade.

Poetas evangélicos reclamam da falta de oportunidade durante os cultos e interesse das editoras do mercado gospel


Diane Duque
editorialjp@terra.com.br

Um jogo de palavras bem empregado, sensibilidade, técnica, entres outros pontos, são ingredientes para uma poesia. Se é rara a poesia na literatura brasileira moderna, nos teatros e nas praças, que dirá nas igrejas. Isto não significa que grandes poetas e poetisas não existam mais. A queixa unânime de poetas e do público evangélico que admira a poesia refere-se à falta de espaço em igrejas e de incentivo das editoras. Muitos autores de renome das décadas de 50 a 70 continuam a escrever poemas inspirados, mas não têm mais onde declamá-las, mesmo durante os cultos. No passado, a poesia não só era declamada, como fazia parte da liturgia das igrejas.

Quem conheceu aquela época, sabe que Gióia Júnior é um nome inesquecível. Pastor batista, foi também jornalista, político, professor universitário e poeta. Conseguia como poucos o equilíbrio em suas poesias, tornando acessíveis ao grande público. Pouco antes de sua morte, em 1996, escreveu seu maior sucesso, Orações do Cotidiano.

Jéferson Magno, membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil (Aelb) e pastor das Assembléias de Deus no Rio de Janeiro, conta que há algum tempo as poesias estavam entre os momentos mais esperados dos cultos, pois existiram grandes poetas evangélicos. Para ele, a falta de declamações se deve a vários fatores, entre eles o surgimento de novos talentos, o pouco espaço oferecido pelos pastores e o pequeno interesse de editoras. Na atual fase pós-moderna, isso torna o declamar uma atividade cada dia mais difícil.

- A poesia já foi um costume nacional, quando a televisão não era uma forte concorrente. Por outro lado, alguns poetas se renovaram tanto que perdeu-se o vínculo com o público. Hoje, apenas universitários e amantes das poesias consomem este tipo de literatura. Uma sugestão seria a realização de concursos de poesias para despontar novos talentos, dá a dica.

Jéferson já publicou diversos livros, além de poesias. Logo que começou a escrever, ganhou um segundo lugar em um conceituado concurso Compoe (concurso de poesias evangélica) realizado pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus, prova de como eles são importantes.

O idealizador e realizador desse do concurso que dirigia na época a CPAD era Joanyr Oliveira, concorda com o pastor Jéferson da falta do incentivo das editoras e vai além.

- É um circulo vicioso, as editoras dizem que não há público e por isso não publicam poesias e os leitores não compram porque não tem disponível no mercado, analisa.

Joanyr tem 71 anos e mora em Brasília há 42, é pastor da Assembléia de Deus na capital do país. Não foi por acaso que o nome dele foi citado por todos entrevistado desta matéria, como grande poeta evangélico. Joanyr Oliveira e Gióia Júnior são os únicos nomes de poetas evangélicos mencionados na Grande Enciclopédia Delta Larouesse, que trás os nomes dos maiores poetas da literatura brasileira. Além de dirigir a CPAD ele também foi vice-presidente da Sociedade Bíblica do Brasil. Quando deixou o Rio para trabalhar em Brasília, pois passou num concurso público, Joanyr não deixou as poesias e organizou a coletânea "Poetas de Brasília", primeiro livro editado na nova Capital.

Eliude Marques que também foi revelada no concurso, escreveu sua primeira poesia aos 14 anos. Aos 23, lançou o livro Primícias do Meu Jardim. De 1978 até 2003, Eliude chegou a vender 65 mil exemplares de seus livros. Seus poemas, peças e músicas são utilizados em igrejas do Brasil e do exterior. A poetisa já teve encomendas da China, Canadá e Estados Unidos, entre outros paises.

Formada em Relações Públicas, Eliude é membro do Clube de Escritores Evangélicos, em Recife, e também professora de seminário e declamadora.

Mesmo com toda falta de espaço para a poesia, Gerusa Ferraz Silva, da Assembléia de Deus (Ministério do Belém, SP), tem conseguido algum espaço para declamar poemas de sua autoria e de outros grandes poetas. Faz aulas de declamação com Maria Sylvia, um nome singular entre os declamadores do Brasil e que também deu aulas à atriz Regina Duarte.

- Declamar não é uma tarefa fácil. Exige muita dedicação e estudo, pois não basta somente ler a poesia. É preciso passar a alma do poeta, mudar os tons da voz, interpre tar o texto. É uma responsabilidade muito grande passar a obra de um poeta para outras pessoas, explica Gerusa.

Maria Sylvia não é evangélica, mas conhece Gióia Júnior e disse que os poucos poemas que conhece, escritos por poetas evangélicos tocam o coração. - O poema de Gióia manda um recado maravilhoso espiritual. A poesia evangélica tem mensagens profundas. O principio de qualquer poesia é alimentar a alma -, comenta a declamadora que luta para que a declamação seja reconhecida na literatura brasileira como uma arte.

Assim como o pastor Jéferson, Gerusa acredita que faltam novos talentos. Para tentar incentivar as crianças, ela criou um projeto beneficente. Reunindo poetas, declamadores, músicos e cantores, a poetisa realiza apresentações em escolas e igrejas.

pastor Jeferson, venceu concurso
Gerusa faz aulas de declamação e deseja expandir a poesia com projeto
Joanyr de Oliveira: enciclopédia

Por amor à poesia

Ah... não deixa morrer essa poesia
Que chega dentro d´alma devagar
Deixa que flua como um rio. Cria!
Foi Deus quem veio para te inspirar.

Canta o amor com versos de alegria,
Chora a tristeza que tens de chorar,
Mas, derrama tua alma na poesia,
Não deixa a inspiração hoje passar.

Os homens, as mulheres e as crianças
Sonham ternura e vivem de esperanças,
Cantam e choram e têm ideais.

Repassa, em prosa ou verso, à humanidade
A experiência que é tua verdade,
E serás imortal entre mortais.

Dicas e macetes para Declamar Poesias

Atenção !! Declamadores veja esse artigo que foi publicado no site recantodasletra.uol.com.br, sobre a arte de declamar.

DECLAMAÇÃO DE POEMAS

A poesia é uma das mais completas formas de expressão artística.
Ela nos fala de sentimentos, de acontecimentos, de pessoas, de lugares, enfim nos fala de conhecimentos.
A declamação é a verbalização ou interpretação da poesia, ou seja: o declamador dá voz ao autor da poesia.
Ao pretender declamar, uma pessoa tem que tomar alguns cuidados, sem os quais corre o risco de cometer erros, que podem comprometer a qualidade artística de seu trabalho.

ESCOLHA DO POEMA
O primeiro cuidado que o declamador deve ter é com relação à escolha do poema. Se o mesmo estiver na 1ª pessoa do singular ou do plural, deve ser compatível com a situação do declamador: sexo e idade.
COMPREENSÃO
O declamador deve compreender perfeitamente o que está dizendo, isto é conhecer o poema, saber o que significa cada termo do poema, bem como sua correta pronúncia. Também dever entender a pontuação, para poder fazer as pausas adequadamente. É comum ver-se um declamador recitando um poema verso a verso, quebrando o sentido da frase, ou da expressão.
MEMORIZAÇÃO
Memorizar um poema, não é apenas decorar os seus termos. È recomendável que a memorização ocorra simultaneamente com a interpretação. Outro detalhe importante é a memorização gradual, ou seja, memoriza a 1ª estrofe, depois a 2ª, antecedida da 1ª, depois da terceira, antecedida da 1ª e das 2 ª e assim sucessivamente. A tentativa de memorização simultânea de todas pode ocasionar o esquecimento de parte de parte e daí não saber como continua.
POSTURA CÊNICA
Por postura cênica entende-se a gesticulação que deve acompanhar a recitação do poema. Os gestos não devem ser muitos, nem exagerados, devendo ser coerentes.
INTERPRETAÇÃO
É na interpretação que o declamador tem a oportunidade de mostra a sua arte. A interpretação deve ser comedida, porém não pode ser pobre.
IMPOSTAÇÃO DE VOZ
Impostação de voz é do que a interpretação de um poema, sob o aspecto da voz. Deve ser observado com muito cuidado o texto, para não se dramatizar passagens neutras, ou não apresentar de maneira neutra passagem dramáticas.
IDENTIFICAÇÃO DO POEMA
Necessariamente tem de ser indicados o nome de seu autor e o titulo do poema , antes de iniciar a declamação. Porém não os dizer já declamando.
AGRADECIMENTO
Alguns declamadores ao terminar sua interpretação acrescentam agradecimentos ou a expressão!”Tenho dito”. Não cabe. Para indicar que terminou sua recitação o declamador deve usar um pequeno estratagema, que pode ser diminuir o tom da voz, levantá-lo, se couber, fazer um gesto de cabeça ou de mãos.

“A poesia para mim é uma segunda pele...declamar é vida “
Nara Elizene Porto Alves - Declamadora



ALVES
Publicado no Recanto das Letras em 27/10/2008
Código do texto: T1250846
 
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